sábado, 22 de fevereiro de 2014

E não me adianta usar palavras grandes ou palavras pequenas, nada vai resolver a minha situação. Pois as palavras não resolvem situações que necessitam atitudes. Eu deveria ser menos medrosa e orgulhosa e ligar pro seu numero que fica nos favoritos da minha agenda, só pra ver se ao menos você atende. Mas o medo não me deixa, e orgulho não pode ser ferido. Eu não consigo usar adjetivos pra descrever como estou me sentindo psicologicamente, emocionalmente e até mesmo fisicamente. Tanto tempo sem ver você me causa danos, danos enormes. Sem nos falar então, acho que é pior. Mas quando te vejo, meu coração parece dançar ciranda, e ao mesmo tempo parece experimentar um pouco do fogo do inferno. Eu me levanto inteira, mas depois me despedaço. Não são palavras que vão me curar. Pelo menos não as de um individuo qualquer. Somente suas palavras me alimentam. Somente suas palavras são capazes de me tirar a dor que sinto quando estou com fome de você. E ficar sem essas palavras tem me trazido solidão, tristeza e um buraco grande, escuro e sombrio no peito. É como algo tivesse sido demolido, e o buraco que restou tivesse sugado tudo o que restava. Você sabe do que estou dizendo. Cada sensação, cada sentimento, cada pedacinho, é tudo diferente, mas você sabe, eu sei que sabe. Não sei o que houve, e parece também que não tenho o direito de saber. Recebi uma resposta, mas não creio que essa seja a resposta que eu estava esperando. A verdadeira resposta. Sinceramente, se fosse problema com seu meio de conversar comigo, você me avisaria por outros meios. Você tem meu numero, por que não me liga? Me diz aí. Bom, o meu coração me diz que sua promessa de nunca parar de falar comigo foi quebrada, e o meu bom senso me diz que não adianta eu correr atrás, se você não se importa. Eu vou continuar aqui, nessa solidão oculta, enquanto você tá aí, feliz da vida, curtindo. É assim, uns sofrem, outros sorriem, outros fingem. Eu acho que você é dos que fingem, que forçam o sorriso quando querem realmente é chorar. Mas não sei, não nos falamos mais. Quando foi a ultima vez? Você ainda se lembra de mim?
Saudades de você, anjo.

sábado, 11 de janeiro de 2014

lonely

E do nada ela acorda, suada e assustada, na noite escura de uma sexta feira, após chegar embriagada de uma noite maravilhosa ao lado dos amigos. Os fios de cabelo colados no rosto a trazem lembranças, mas não era da noite, era do passado. Era de quando olhou pra frente e viu que sozinha não era fácil viver. Lembrou de como foi difícil ver que estava sozinha. Que quem ela mais amou, agora era um simples estranho. Levantou atordoada e foi tomar um banho frio, mesmo com o inverno lá fora, as gotas gélidas não conseguiram fazer ela sentir algo que não fosse dor. Sentia dor por não ter conseguido o que tanto queria. Sentia dor por ainda, depois de tudo, amar quem ela não devia. Dor. Suas lagrimas se juntaram as gotículas em seu rosto branco e sem vida. Era de se esperar ter noites assim depois de mandá-lo sumir de vez. Mas também era o melhor que já fizera. Ele agregava um valor enorme em suas noites, em suas conversas, mas quando ia embora, aquilo ali não valia mais. Seu valor era sua presença, longe disso, era um nada. Seus passos faziam ela se sentir rodeada de uma multidão. Seu olhar a instigava de maneira sombria, mas serena. Era como se estivesse olhando através do olhar de um cachorro que só era bravo porque fora maltratado. Sua voz era macia e suave e fazia ela se sentir aquecida. Tudo aquilo se tornou apenas lembranças na sua pobre mente agora já vazia. Seu coração não batia mais como antes, não era vívido. Era um simples bater enfraquecido, - sem vida -. Saiu do banheiro enxugando as lagrimas com a toalha, sem se importar em cobrir suas partes intimas. Aquele apartamento pequeno de dois cômodos só não era mais vazio pela presença de seu gato preto - que não era de todo azar -. Ela sempre achou que deveria ter feito mais, deveria ter falado mais, ter tido mais atitude, ter demonstrado mais. Mas não, isso não era o certo. Ela não devia ter feito nada, na verdade. Ele era só um homem de confusões, mistérios e filhadaputagem. Não servia pra ela. Ela era inteligente demais pra ter que aguentar tamanha trouxice. Talvez a inteligencia dele valeria a pena, mas como todos os outros, tinha duas cabeças. E a de baixo falava mais alto, e não era por ela. Era por essas gostosas-que-você-encontra-em-qualquer-esquina. E não era ao menos um pulsar de paixão. Era sempre e somente prazer, interesse e uma pitada de solidão.
Talvez a solidão dele fizesse ela o querer tanto. Toda solidão do mundo aclamava pela atenção dela. Era como um imã. Onde tinha solidão, tinha ela, a pobre jovem que depois de lutar tanto por seu grande amor, acabou desistindo por não ter mais forças pra aguentar tanto sofrimento. Nunca desistira de lutar, mas sim de sofrer. Pobrezinha, naquela noite, depois de vestir-se e deitar-se, acabou tomando muitas pilulas de sabe-se lá o que, e, deita com sua nudez. morreu em seu leito, com seu cobertor favorito, sua melhor playlist tocando, um cigarro queimando em cima da cabeceira da cama, e aquele livro aberto. O livro. O livro que tanto leu, tanto cheirou, tanto sentiu necessidade por trazer-lhe para perto o seu homem, mesmo que somente lembranças. Morreu, sozinha, já sem vida, sem cor. O que sobrou foram apenas músicas repetidas ecoando na vastidão do seu quarto pequeno, mas imenso por tamanha solidão.
Eu passo o dia fingindo que não lembro de você, mas eu não consigo mentir pra mim mesma. Eu não consigo te esquecer. Cada segundo, cada momento do meu dia eu lembro de você, com tantos detalhes, tanta nitidez. É como se eu pegasse no sono e sonhasse com você, mesmo estando acordada. É como se eu vivesse as lembranças como se elas ainda não tivessem acontecido. Eu vejo momentos que ainda não tivemos, assim como os que já tivemos, e vivo-os. Sinto-os. Eu lembro de você em cada cor, em cada movimento, em cada gota de chuva, em cada raio solar, em cada olhar… Me lembro de você em cada esquina e em cada lugar. Não há um segundo sequer que eu deixe de pensar em você, mesmo pensando em outras coisas. É como se em minha cabeça tudo fora recolocado, deixando assim um espaço somente pra você e as lembranças dos tempos bons contigo. É aleatório pensar em você. As vezes estou conversando com alguém e de repente… BAM, a pessoa diz uma palavra, ou faz um gesto e instantaneamente vem seu semblante em meu campo de visão. Te vejo sem ao menos você estar ali. Como se fossem alucinações. Como se eu tivesse drogada. Como se eu tivesse sido drogada com sua presença em todos os momentos em que estivemos juntos e o efeito colateral fosse infinito. Porque pensar em você é infinito. Não há ninguém com olhos como os seus, mas vejo seus olhos em cada olhar. Assim como seu sorriso. E também sinto seu abraço, mesmo sem conseguir me sentir tão bem com qualquer abraço como eu me sentia com o seu. As vezes acho que você é um fantasma. Você me assombra, mas não me dá medo. Sua presença me persegue, me asfixia, mas revivo e sobrevivo. Mesmo sem ter você por perto, eu te sinto. E sei que você fica preocupado (ou pelo menos diz ficar) com minhas expectativas, com meus textos, com meus sentimentos vívidos. Mas não precisa. Não tenho expectativas boas, ou ruins, não mais. Deixo tudo correr como deve correr. Acredito que se for para ficarmos juntos, iremos ficar, e que só não é a hora certa agora. Você namora. Quem sabe se alguma hora você terminar você perceba que eu estou para permanecer ao seu lado sem jamais te abandonar, te julgar ou te machucar… Eu não posso mudar o fato de eu me sentir assim por você, por te amar. Assim como não posso mudar o fato de que você não acredita em mim. De que você acha que eu sou apenas comum, e que vai passar. Eu nunca fui comum, sempre fui a mais diferente em todos os lugares em que estive, assim como meus sentimentos. Não sou produto de uma mesmice social. Eu sou apenas uma alma inacabada, talvez velha e sem uma história amorosa para contar. Talvez eu seja uma continuação de um passado que não deu certo, que fora interrompido. Talvez eu tenha te conhecido em outra vida, o que eu dou muito crédito e acho bastante plausível. Não tem condição amar tanto alguém a ponto de não esquecer a pessoa mesmo sem vê-la. Eu sou essa alma dolorida, sentimental, paralisada no tempo, mas não no meu tempo. Eu estou no seu tempo, o meu tempo é o seu tempo, seu. Meu olhar vai sempre estar voltado para você. Olhar para os outros é dolorido. Parece que te tenho tatuado no meu coração e, a cada vez que observo alguém com outros olhos, você cria vida sobre a tinta lá cravada e se refaz, apertando forte e fundo uma agulha fina, com o poder de me fazer sangrar. 
Mesmo que não acredite em mim, ou que não me veja como uma pessoa que pode estar ao seu lado e te guiar, te acompanhar e te amar, mesmo que você ache que nossa diferença de idade vá interferir em alguma coisa… eu sempre estarei aqui esperando para ser sua guia, sua cura, sua ajuda, seu amor. Eu não preciso e nem sinto a necessidade de provar nada para você, apenas sinto e não deixo de sentir, e não tenho de te dar satisfações, não é algo que vá te fazer mal, pode ser que te faça bem, te faça se sentir bem. Eu apenas te amo, sem explicação, sem motivo, sem sentido. Amor não tem idade, simplesmente aparece e faz corações gelados se tornarem quentes e aconchegantes. E eu me tornei aconchegante por você, quente por você. Não sou mais e nem nunca mais serei apenas um cubo de gelo. Eu espero o tempo que for.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Me distancio, dói. Me aproximo, dói. Tudo dói. Eu tento ficar longe de você, mas quando faço isso, enlouqueço. Você sabe. Sabe, sinto falta de quando você me indicava vários filmes, me indicava livros, me guiava. Olha só aonde cheguei sem você por perto. Estou completamente imersa em uma solidão e nem comigo mesma posso contar. Você faz diferença nos meus dias, na minha vida. Apesar de que não deveria. Eu sinto falta do seu sorriso. Sinto falta do seu abraço. Há quanto tempo não sinto seus braços envoltos em mim? Há quanto tempo não sinto os fios do seu cabelo passando entre meus dedos? Me diz se estou certa ou errada, mas se isso não é amor, o que é amor então? Eu não consigo deixar de pensar em você, não consigo te esquecer um segundo sequer. Ultimamente te ver não tem me feito bem, te ver me deixa triste. Não é a mesma coisa. Não consigo te olhar e imaginar o homem que conheci há mais de um ano atrás, só consigo ver esses seus novos caprichos e vaidades. Me sinto mal. Não foi por mim, nunca foi, nunca será. Se por fora pareço bem, por dentro estou em pedaços. Eu não aguento mais. Eu não suporto viver assim. Não consigo continuar vivendo dessa maneira. Longe de você. A culpa não é só de ter entrado na minha vida quando eu estava mais frágil. A culpa é minha por ter te deixado ficar. Mas você devia ter ido embora quando viu que não achava certo. Então por que ficou? Por que você ainda está aqui? Por que me procura? Por que não vai embora, simplesmente some e não volta mais? Você tem medo de que eu vá me magoar mais? Eu não quero que você vá. Eu quero que fique, mas quero que fique comigo. Não com ela. Não suporto ver você e ela, sorrindo. Não suporto ver essas fotos tão bonitas que ela tira de você. Não suporto esse seu sorrisinho estranho que você dá com ela. Não suporto esses seus olhos pendurados nela. Eu não suporto mais essa dor.
Você não acredita em mim, e nunca acreditou. Não finja que acredita. Não venha com papinho dizendo que sabe como é, porque você não acredita em mim quando digo que te amo. Por que não acredita em mim? Por que me tortura assim? Por que dói tanto?
Tira essa dor de mim, anda há tempo.

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

you will never know just how beautiful you are to me

Talvez você goste de mim da mesma maneira. Talvez seja apenas o seu medo falando mais alto que sua voz aconchegante. Quando olho o seu cabelo, sinto que ele deveria estar entrelaçado entre meus dedos. Sinto o mesmo quando olho seus lábios, parece que foram feitos para tocarem os meus. Os seus olhos eu já nem digo, já estou cansada de dizer que é nos meus que eles deveriam se encontrar. Eu fico aqui, sozinha, esmurrando meu travesseiro achando que vai sair alguma solução, mas só ficam as penas pelo ar. Você vem, muda minha vida, e depois fica inseguro, com medo e não toma atitude, arruma uma namorada pra tentar fugir do que sente... Se você ao menos conseguisse explicar essa nossa conexão... Eu não consigo odiar uma parte sequer de você. Eu amo seu olhar sedutor, eu amo o jeito que você fica bravo, eu amo quando bate aquele vento e seu cabelo fica todo desgrenhado. Aliás, eu iria amar desgrenhá-lo, eu mesma. Eu amo o jeito que você se veste, e amo o jeito que você anda. Eu amo quando você me olha e sorri, amo o jeito que seus olhos se movimentam quando eu estou por perto. Amo o seu dom de ensinar, amo sua inteligência, amo seu jeito louco de falar das coisas. Amo essa sua teatralidade. O seu sorriso. Eu amo o seu sorriso, mais do que tudo. Quando você sorri, tudo à minha volta parece apagar, e eu só vejo seu brilho. Só vejo você. 
Eu tento não te precisar tanto assim, mas quando tento, é quando mais preciso. Quando tento te esquecer, é quando mais me lembro de você. E quando você some, enlouqueço, fico nervosa fácil, não consigo me concentrar, não consigo respirar direito, e meu peito dói.
Quando você some, eu sumo. Em você encontrei algo em mim que eu nunca antes tinha sequer conhecido. Em você, e com você, encontrei em mim a capacidade de sentir algo que está acima do entendível. E com você, entendi o que é se sentir seguro. Me sinto segura em seus braços. Quando te abraço, me sinto finalmente em casa. O seu abraço é o meu lar. É inexplicável a sensação de estar nos teus braços, no teu aconchego. Queria isso pra minha vida, queria poder um dia acordar e toda essa baboseira que você pensa sobre idade não existisse mais. Queria acordar um dia e ver uma chamada perdida sua no meu celular. Queria ligar de volta e ouvir você me pedindo desculpas por ter demorado tanto tempo pra perceber que nós podemos ficar juntos, que nós podemos e devemos nos completar.
Queria ouvir você dizer que não se importa com as nossas diferenças, e ouvir você dizer que é com essas diferenças que a gente se completa. Diz pra mim, vai. Vamos ficar juntos, vamos ver um filminho deitados no sofá da sua casa, com um edredom por cima e a pipoca do lado. Depois vamos pro seu quarto e vamos dormir de conchinha, você vai me proteger do frio e eu vou te apertar forte. Você vai me fazer arrepiar. Você sempre faz, na verdade.
Eu sito falta de você, e eu sinto falta de te amar com o olhar, com a fala, com sua presença. Eu sinto falta. Estou cansada de te amar distante. De te esperar e não te ter. QUERO TE TER. Quero você. Não tenha medo. Eu posso ter metade da sua idade, mas eu não iria te abandonar nunca. Eu nunca iria te deixar de lado pra ficar com outro alguém. Só existe você pra mim, dessa forma. Eu te amo, moço. E por isso te deixo fazer suas escolhas, e não tento interferir nelas. Eu te deixo livre. Mas te quero comigo. Não demora muito pra perceber que eu e você somos um quebra cabeças que só falta uma peça pra se montar. Somos amigos, e somos cumplices. E essa cumplicidade é um amor bonito. Nos amamos. Eu te amo, você me ama. Eu sei.
[ps: no momento escrevendo, ouvindo música e olhando pra sua foto sorrindo ao meu lado, um sorriso tão lindo que só existe quando você tá comigo. Esse seu sorriso é só meu. Quando tá com outras pessoas, é outro sorriso... mas comigo, é de outra forma. É verdadeiro. Eu sinto, SINTO.]

terça-feira, 17 de setembro de 2013

CHUVA

chuva,
gotas prateadas
doce.
café, você e eu.

sobre o brilho das estrelas, nosso amor.
sobre o luar dourado.
nossos corpos,
encharcados. 

chuva branda,
que molha nossos beijos,
chuva passageira,
não fica aqui a noite inteira
mas sim, os beijos.

chuva que passou, 
saudade deixou.
seus olhos, 
embaçados
seu cabelo, 
todo molhado.

mas da chuva não mais preciso
preciso do seu sorriso brilhante
do som do seu riso.
do seu brilho no sol nascente
que apaga, 
e me acende.

das nossas mãos entrelaçadas,
da calmaria do sertão,
quente.

- BRG




na arte,
no leito.
som baixo, escuro...
sua respiração
contra mim,
os olhares se encontram,
se completam.
noite de velas,
clarão da chama que queima,
dentro e fora de mim.
Dois em um.
Só.
Amor.
- BRG 

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

noite

um olhar
um passo largo,
nós dois.
dois sorrisos
quem não trava o riso
o vento desgrenha seus cabelos macios
soltos no tempo
grisalhos, vida.
tua pele rosada
de noite o brilho.
no profundo mais tarde
no escuro sombrio
dois amantes, no vazio.
sozinhos,
solitarios, não
a companhia que nos completa
o sol saindo, 
o prazer.
jogados ao nada
num mundo de infinito
quem sabe um dia se acordará
tudo será nada mais
ou talvez nada menos.

 - BRG

segunda-feira, 22 de julho de 2013

quarta-feira, 10 de julho de 2013

... bla. etc. errrrrrrr

É como se minha vida fosse escrita em um laptop, ou um computador de mesa qualquer. Tem um teclado. Só que meu teclado parece não ter um ponto final. Apenas virgulas...  Eu não consigo te mandar embora do meu coração. Eu não consigo me livrar do seu nome em meus pensamentos, do seu rosto em meus sonhos. Eu não consigo me livrar de você, mesmo você tendo se livrado de mim.
Sinto saudade. Sinto saudade do eu e você que não existia para muitos e nem mesmo pra você, mas pra mim estava ali. Era mais que suficiente aquele eu e você que existia. Era um eu e você que só eu sei explicar. Você nem se da conta da grandeza dessas palavras né, e eu sinto muito por não poder te explicar. Eu só queria tudo de volta, sabe como? Lembra que você conversava comigo como se nós dois fossemos amigos há anos... você e suas revoltas, suas raivas e suas cervejas. A noite até tarde no barzinho só pra comer um peixe frito, sozinho. A sexta a noite sozinho, bêbado e triste em casa, me contando as magoas. A noite em que me disse que eu deveria pensar se seria o certo te falar ou não o que eu queria tanto dizer. Era o certo? Não sei se, caso você já soubesse, acharia certo. Mas eu achei que era. Agora não acho mais. Você trouxe uma mágica pra minha vida, mas você arruinou ela todinha. Você me cura, mas me faz adoecer com esse seu veneno mortal que tem. Um veneno fatal. Sim. Mas você vem e me faz uma graça qualquer e, assim como mágica, estou curada. Simples né? Não é não. Não é simples. Você sabe disso. Só que você não se importa mais. Você não liga pras noites em claro que passamos juntos conversando sobre o nosso livro preferido. Você não liga mais para todos os quid pro quos. Você não liga mais, apenas. Você parece sentir uma necessidade de suprir minha falta de você, com favores que me pede, sabendo que eu vou estar perto de ti. Porque sabe que se você está perto, eu to feliz.
Lembra quando puxou a cadeira pra eu sentar do seu lado, bateu a mão no assento e assim conversamos a tarde inteira? Nessas horas até parece que gosta da minha presença. Puxa conversa, puxa assunto, puxa tudo, até a cadeira. Mas não me puxa. Que saco isso. Okay, vamos fingir que eu não sei disso, vamos fingir que eu acho que você realmente gosta de mim e da minha presença. Vamos fingir que eu e você somos amigos mesmo. OH, espere! Você é meu amigo. Mas eu é que não sou sua amiga, né? Você nem se importa comigo, ué. Você nem vem me dizer 'bom dia, senti sua falta, como você está?'. É isso que os amigos fazem, ora.
Sempre disponível, mas nunca presente. Terrível você ein? Claro, você tem mais o que fazer, tipo cuidar de um alguém. É eu sei.
Idiota. Te odeio. Mesmo.

Mentira. Só te odiei uma vez. E durou dois dias. Depois voltei a te amar como sempre. Idiota. Af..

Eu sinto a porcaria da sua falta. Volta aqui, cara. Volta logo. Vem?!

quinta-feira, 6 de junho de 2013

so close but so far

A gente se fala todos os dias, mas ele parece se fazer de bobo e fingir que nada aconteceu. Ele parece ter esquecido completamente o peso do 'eu te amo' que ele deixou pra mim. Agora ele vem, todo engraçadinho, falando de outras, finge que não houve nada. Finge que não temos uma história. Mas temos. Nós estamos tão conectados, mas ao mesmo tempo tão distantes. Ele me completa de uma forma engraçada, porque, apesar de tudo, eu não sei definir o que eu sinto por ele... Se alguém me perguntar 'o que você sente por ele?', não irei saber responder.
Eu não sei se amo eele. Porque eu não acredito que possamos amar duas pessoas ao mesmo tempo. Só que eu conheço ele à muito mais tempo, e ele sempre me abalou, sempre me fez querê-lo, sempre provocou em mim uma erupção de sensações. Como explico isso pra mim mesma?
Eu só sei que, mesmo tendo outra pessoa em mente... Eu não consigo parar de pensar nele.

quarta-feira, 5 de junho de 2013

uma noite quase perfeita

Eramos apenas eu e você, nós dois assim, no meio de todo mundo. Estávamos sozinhos, mesmo com muitas pessoas em volta. Eu te olhava seria porque eu queria prestar atenção nos detalhes do seu rosto másculo. Você vinha falar comigo, tão perto que eu sentia sua respiração me atravessando assim, lentamente. Quase sentia seus lábios sem ao menos tocá-los. Eu podia ver seus olhos tão bem... Nunca tive a chance de vê-los assim, tão expressivos.
Meu corpo frio e quieto queria se aproximar mais de ti, poder te sentir. Mas não era possível, de alguma forma, eu tinha apenas que observar.
Percebi seus olhos nos meus lábios enquanto eu falava, sua boca se movia lentamente como se tivesse me beijando em sua imaginação. Me pergunto se era isso mesmo ou você era apenas um louco alucinado?
Onde seus olhos se encontraram? Sua respiração ofegante, próxima à minha. Coisa boa. No calor e no frio do momento, eu não consegui fazer o que eu mais queria; te beijar. Eu queria tomar a inciativa, já que parece que o seu jogo é apenas me fazer sentir ciúmes, me fazer querer te ter por perto.
Você me faz te querer e depois saí daqui assim, de fininho, olhando pro horizonte à sua frente e sem olhar pra trás. Me diz que o que é preciso pra te ter aqui comigo. Me de uma razão, em apenas um segundo, me diz. 'Nós' poderia existir. Eu queria, eu quero. Sonhoooo....

sexta-feira, 3 de maio de 2013

somethings never change

Pense em um dia em que nada acontece na sua vida... esse dia foi hoje. Como sempre fiquei o dia inteiro trancada no quarto fazendo o que eu faço sempre. Isso não é preguiça de sair no mundo, ou vontade de ficar quieta em casa... é só que eu não tenho um alguém pra me levar em algum sempre que é dia de sair, ou alguém pra me ligar e ficar horas comigo no telefone.

Eu queria um namorado.

O cara que eu sonho está bem na minha frente, mas eu não consigo tê-lo. Como sempre.
Por que os caras que eu gosto sempre me acham inteligente, me elogiam, são mais velhos, mas nunca fáceis? Por que eles sempre são impossíveis? damn it.

quinta-feira, 2 de maio de 2013

a new beggining

Talvez fosse apenas um dia qualquer se não tivesse sido hoje, com aquelas pessoas, aqueles sorrisos, aquele filme, e aquele idiota. Sim, não era um idiota qualquer, era o meu idiota. Sentado do meu lado o tempo inteiro, sendo o imbecil de sempre. É, mas infelizmente eu tenho sentimentos por esse imbecil. Não é possível acreditar nisso, como um coração pode ser deixado levar assim? tantas e tantas vezes, imbecil.

Mas talvez eu devesse apenas deixar rolar, sabe como? Porque fui pensar bem e acho que meio que forço um pouco as coisas quando as quero. Mas desse vez eu jurei que ia começar do zero, e eu vou começar.

..comecei hoje, na verdade. ok.

Eu gosto dele, sabe, ele é um cara legal, ele gosta de mim bastante, ele curte as coisas que eu curto, gosta de me agradar... algo mais a acrescentar? Ele seria perfeito se ele não fosse tão cheio de ego e tão auto suficiente. É. Mas vamos ver o que acontece nos dias seguintes. Muita água ainda vai rolar dessa cachoeira, certo?

Isso é só um novo começo... um começo de uma nova era. De uma nova eu.