quarta-feira, 10 de julho de 2013

... bla. etc. errrrrrrr

É como se minha vida fosse escrita em um laptop, ou um computador de mesa qualquer. Tem um teclado. Só que meu teclado parece não ter um ponto final. Apenas virgulas...  Eu não consigo te mandar embora do meu coração. Eu não consigo me livrar do seu nome em meus pensamentos, do seu rosto em meus sonhos. Eu não consigo me livrar de você, mesmo você tendo se livrado de mim.
Sinto saudade. Sinto saudade do eu e você que não existia para muitos e nem mesmo pra você, mas pra mim estava ali. Era mais que suficiente aquele eu e você que existia. Era um eu e você que só eu sei explicar. Você nem se da conta da grandeza dessas palavras né, e eu sinto muito por não poder te explicar. Eu só queria tudo de volta, sabe como? Lembra que você conversava comigo como se nós dois fossemos amigos há anos... você e suas revoltas, suas raivas e suas cervejas. A noite até tarde no barzinho só pra comer um peixe frito, sozinho. A sexta a noite sozinho, bêbado e triste em casa, me contando as magoas. A noite em que me disse que eu deveria pensar se seria o certo te falar ou não o que eu queria tanto dizer. Era o certo? Não sei se, caso você já soubesse, acharia certo. Mas eu achei que era. Agora não acho mais. Você trouxe uma mágica pra minha vida, mas você arruinou ela todinha. Você me cura, mas me faz adoecer com esse seu veneno mortal que tem. Um veneno fatal. Sim. Mas você vem e me faz uma graça qualquer e, assim como mágica, estou curada. Simples né? Não é não. Não é simples. Você sabe disso. Só que você não se importa mais. Você não liga pras noites em claro que passamos juntos conversando sobre o nosso livro preferido. Você não liga mais para todos os quid pro quos. Você não liga mais, apenas. Você parece sentir uma necessidade de suprir minha falta de você, com favores que me pede, sabendo que eu vou estar perto de ti. Porque sabe que se você está perto, eu to feliz.
Lembra quando puxou a cadeira pra eu sentar do seu lado, bateu a mão no assento e assim conversamos a tarde inteira? Nessas horas até parece que gosta da minha presença. Puxa conversa, puxa assunto, puxa tudo, até a cadeira. Mas não me puxa. Que saco isso. Okay, vamos fingir que eu não sei disso, vamos fingir que eu acho que você realmente gosta de mim e da minha presença. Vamos fingir que eu e você somos amigos mesmo. OH, espere! Você é meu amigo. Mas eu é que não sou sua amiga, né? Você nem se importa comigo, ué. Você nem vem me dizer 'bom dia, senti sua falta, como você está?'. É isso que os amigos fazem, ora.
Sempre disponível, mas nunca presente. Terrível você ein? Claro, você tem mais o que fazer, tipo cuidar de um alguém. É eu sei.
Idiota. Te odeio. Mesmo.

Mentira. Só te odiei uma vez. E durou dois dias. Depois voltei a te amar como sempre. Idiota. Af..

Eu sinto a porcaria da sua falta. Volta aqui, cara. Volta logo. Vem?!

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