sexta-feira, 7 de novembro de 2014

Não sou a felicidade que aparento, sou a dor que em meu coração repousa, a saudade que em meu peito bate e as lembranças que em minha mente pousam antes de dormir.
Não sou como a borboleta que sai do casulo feliz da vida a voar. Sou a coruja que todas as noites, solitária fica a espreita no galho seco da arvore a olhar.
Não sou feito uma boneca de pano, que pode-se brincar, jogar pra cima e ela continuará a mesma. Sou feito porcelana, delicada e sempre num lugar só, pois se me jogar pra cima, depois só haverá pedaços.
Não sou como uma lampada que acende assim que acionada. Sou como a lua, sombria e quieta, sem muito alarde e sem muita frescura. Sou a lua em seu momento de ápice, cheia, reluzente, mas acanhada e solitária. Esperando apenas a luz do sol todas as noites para poder reluzir.
Não sou mais do que eu mesma, sem muita coisa, com muita coisa. Não tenho brilho, mas sou reluzente. E na solidão é onde eu me sinto bem.
Já estou acostumada.

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