sábado, 1 de março de 2014

Espera, vazio, solidão.
Talvez seja a distância entre a lua e o sol, ou talvez seja mesmo o seu sorriso.
Talvez seja o ardor em minha pele quando sinto seu cheiro, ou talvez loucura.
Talvez eu não pense racionalmente, ou talvez apenas pense demais.
Talvez seja esse horizonte de cor viva na minha frente, ou apenas dedução.
Talvez seja a poeira na minha escrivaninha, ou talvez apenas imaginação.
Talvez possa ser esse pensamento doentio de solidão, ou talvez a maré que é viva.
Talvez a espera seja longa, ou talvez eu apenas esteja perdida tempo, sozinha.
Mas talvez o vazio que sinto não faça tanto sentido quanto esses eucaliptos decepados.
Talvez seja minha falta de sorte, ou talvez seja as oportunidades.
e mesmo que elas me faltem, eu continuo à procura.
E mesmo que da sua parte seja apenas escuridão, meu amor não fica por metades.
Talvez seja essa sua loucura que não se mistura com a minha, ou talvez seja apenas ilusão.
Mas, te ver dói no coração, assim como a dor cavalo branco, solitário.
Se esperança fosse um nome, esse nome seria meu. Seria ele e mais mil outras palavras.
Talvez seja verdade que eu sempre tenha amado a solidão, mas nem sempre me pego nessa escravidão.
Esses teus olhos de brilho que me queimam por dentro, assim como queima o fogo naquela vizinhança que já não existe.
Todos os versos do mundo
Todas as estrelas
Todos os mares
Mas nem todas as luas
Mas, você.
Só você é capaz de me fazer sentir assim. Uma confusão deslumbrante de vida cheia e vazia.
Talvez solução, ou talvez apenas não entendível. Mas não impossível.
Sem sentença, sem julgamento, apenas aconchego.
Seus braços envolvendo minha solidão no meio do quarto branco. Vazio.
Vazio, é uma palavra que me encanta. Sem vazio como eu sorrio?
Se não tiver vazio, não tem você, não tem como preencher.

silêncio.

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